sexta-feira, 28 de maio de 2010

Lembranças

Antes de ontem achei uma coisa bem "interessante", um caderno meu de quando eu tinha 13 anos. É surpreendente como continuo com praticamente os mesmos sentimentos. Vou digitar o texto aqui, como eu fiz originalmente, não vou corrigir os erros de português, porque é uma "lembrança" dos meus 13 anos.

Não tem um título, foi só um desabafo:
"Morte, o que posso dizer sobre ela?
Ela é tudo que eu quero, tudo que mais espero, meu maior desejo.
Vida, o que posso dizer sobre ela?
Ela é tudo que eu mais odeio, tudo que espero que acabe, minha maior tristeza.
Felicidade, o que posso dizer sobre ela?
É uma coisa que eu não tenho há muito tempo, mas acho que nunca tive, quero tanto ter ela.
Alegria, o que posso dizer sobre ela?
Eu a sinto muito raramente, é ótimo. Mas não é o que eu quero, queria ao invés de momentos raros de alegria, felicidade.
Tristeza, o que eu posso dizer sobre ela?
É a coisa que eu mais sinto, mas não queria. Eu até diria que a odeio, mas convivo tanto com ela que já me acostumei.
Amor, o que eu posso dizer sobre ele?
Na verdade nada, eu nunca amei nem muito menos fui amada, eu odeio o amor, amor é para os fracos e só traz mais tristeza.
Dor, o que eu posso dizer sobre ela?
Muita coisa, é a coisa que mais sinto, todo o dia, toda a noite, todos os tipos de dor, odeio a dor mas a suporto sempre, não tenho escolha mesmo.
Ansiedade, o que eu posso dizer sobre ela?
Estou sempre sentindo, fico ansiosa esperando a dor aumentar, ou acontecer algo pior.
Raiva, o que eu posso dizer sobre ela?
É a coisa que eu mais tenho, raiva da vida, de mim mesma, mas eu gosto da raiva, o que seria de mim sem ela?
Ódio, o que eu posso dizer sobre ele?
É o que domina o meu coração despedaçado, amo o ódio, não saberia o que fazer sem ele!"

Eu sei que é totalmente repetitivo e idiota.

sábado, 15 de maio de 2010

Ainda estou viva.

Acho que ninguém leu este blog, mas eu já esperava por isso.
Resolvi escrever hoje, para anunciar com infelicidade que ainda estou viva - anunciar não sei para quem, mas isso não vem ao caso agora.
Minha vida tem sido realmente difícil, tudo só piora. Apesar de que não consigo entender como isso, era para melhorar, não? Pois é, pelo jeito não.
Não tenho mais tempo para nada, estou estudando muito e mesmo assim tiro notas baixas, não sei mais o que faço.
Meu cabelo não tem jeito de crescer na parte de trás da cabeça. E onde eles cresceu está realmente horrível, preto e ondulado. Nunca mais vou ter o cabelo perfeito que tinha antes, mas já deveria saber disso, comigo sempre acontece o pior.
Fui no médico e ele disse que ainda vou ter que fazer mais cirurgias para tentar fazer com que o meu cabelo nasça, porém só vou poder fazê-las com 17 anos. Ou seja, minha adolescência foi completamente destruída, antes dos 20 anos não tenho nem esperança de estar com cabelo.
Continuo usando a minha peruca idiota e fingindo que ninguém sabe que é uma peruca, fico fingindo com os meus amigos que está tudo bem, tentando parecer normal. Sendo que normal é a coisa que eu menos sou - ou talvez seja feliz, difícil escolher.
Ah, vou criar um Twitter para "divulgar" este blog... Tudo bem, na verdade vou criar o Twitter porque eu amo e não posso falar nada dessas coisas no meu pessoal, já que ninguém sabe a verdade sobre mim. Quero poder desabafar no Twitter, como sempre quis fazer no meu pessoal, só que nunca pude por ter vários seguidores que me conhecem, inclusive as minhas melhores amigas.