sábado, 5 de fevereiro de 2011

Quase o de sempre

Abandonei o blog, ando com muita preguiça de escrever e falta de criatividade.
Aconteceram muitas coisas nesse tempo que passei sem postar aqui. Fui na médica que eu tinha que ir para "resolver" a questão do meu cabelo, olá mais cirurgias, mas já sabia que isso era certo. Ela me deu a ideia de colocar um tipo especial de aplique neste ano, porque precisarei ficar encerrada em casa por um ano para poder "consertar" o meu cabelo. Claro que eu não iria parar a escola, além de anormal ser burra? Nem pensar. De qualquer jeito, terei que entrar mais tarde na faculdade e isso já fará com que eu me sinta burra o suficiente. Enfim, segui a ideia da médica e coloquei o tal aplique, pelo menos estou parecendo menos anormal.
Fiquei me sentindo uma fraca idiota no dia que conversei com a médica, chorei como uma criança com todas as coisas que ela falou. Odeio chorar, ainda mais na frente de estranhos. Ela me deprimiu demais com a história de que sou linda, magra, não deveria ficar assim, ainda sou jovem... Se eu me achasse linda seria muito pior, porque pensaria que estou só jogando fora toda a minha beleza, perdi toda a adolescência mesmo. O que mais me irrita é essa história de "Eu já fui adolescente, te entendo", entende porcaria nenhuma, foi uma adolescente normal e curtiu tudo, eu não pude fazer isso e nem vou poder.

Fui no show do All Time Low e do Motion City Soundtrack, foi perfeito, fiquei muito na frente, toquei no Alex e no Jack - que são os mais bonitos do ATL -, filmei e tirei boas fotos. Depois fiquei pela cidade com uma amiga por nove dias, saímos todos os dias, foi bem divertido.

Hoje terminei de ler um livro que tinha uma personagem muito parecida comigo. Percebi que odeio ler livros que tenham uma personagem parecida demais comigo, seja em qual for o aspecto. Eu sou uma porcaria, minha vida é uma porcaria, ler isso em livros só me faz perceber isso ainda mais. E na vida real não é como nos livros. Não acontecerá um milagre, não terá um final perfeito. Será sempre a mesma porcaria, a única opção é fingir o que preferir.

É isso, eu acho. Continuo com preguiça de escrever e sem criatividade, então é melhor não forçar.