domingo, 28 de novembro de 2010

Falsas esperanças e melhora relativa

Tenho vontade de escrever nos momentos mais nada a ver, principalmente quando não tenho nada para falar. Hoje vou escrever sobre o meu "fracasso" iminente, mesmo que não seja culpa minha, porque não posso fazer nada para mudar isso.
No fim de semana passado decidi dar um jeito na minha vida, mesmo isso sendo impossível. Antigamente, querer era sinônimo de conseguir para mim, seja o que fosse. Eu nunca quis de verdade dar um jeito nisso tudo, só ficava esperando as desgraças chegarem e elas sempre chegavam, continuam e continuarão chegando eternamente. O que mudou é que eu quero ter ótimas férias, quero que janeiro e fevereiro sejam meses ótimos, quero ir em dois shows incríveis sem me preocupar em segurar a minha peruca, quero ir acampar e nadar muito, quero ir para praia e nadar no mar sem nenhuma preocupação, quero aproveitar.
Então, eu decidi que vou dar um jeito na minha vida em dezembro, por mais que isso seja só para me deprimir quando tudo der errado, quero pelo menos fingir que pode dar tudo certo. Sei que o que estou fazendo é uma tolice total, estou tendo esperanças e as coisas só vão ficar piores por causa disso, mas já estou há muito tempo totalmente "foda-se", foda-se a minha vida, foda-se eu, só vou fazer o que me der vontade e fim.
Pedi para a minha mãe ligar para o consultório da médica que faz implante de cabelo, não adianta ficar esperando algum milagre acontecer, porque não vai. Ficarei infeliz de qualquer jeito, posso pelo menos tentar diminuir essa infelicidade. A verdade é que desde o início eu tive esperanças com isso do implante, que eu faria um e ficaria "normal", não fui antes nessa médica porque não queria perder totalmente essa esperança, não queria saber a verdade. Se tem uma coisa que aprendi, é que o melhor é adiar ao máximo esse momento.
Minha mãe vai marcar uma consulta com essa médica e uma com o meu médico, no mesmo dia. Preciso fazer mais uma cirurgia, e quero estar "pronta" no início de janeiro, sem mais nada pendente. Tem que ser tudo muito rápido, tenho várias festas para ir no final de dezembro e não quero perder nenhuma.
Daqui algum tempo estarei aqui reclamando muito da minha vida, porque algo deu errado, isso é um fato.

Tirando esse meu momento de falsas esperanças, minha vida tem estado relativamente melhor. Tirando uma matéria que tenho um professor totalmente louco, por isso ainda não passei, minhas férias antecipadas dependem da nota da última prova que fiz, só ficarei sabendo como me saí na terça-feira. Enfim, estou melhor, mais magra, me odiando um pouco menos. Parei para reparar na quantidade de guris que me acham bonita e só me conhecem por foto, todos dizem que sou mais bonita pessoalmente do que em fotos, mesmo assim tem muita gente que fala que sou bonita nas fotos. Eu sempre achava que estavam me zuando quando falavam coisas assim, agora não acho mais isso. As pessoas realmente podem achar que sou bonita, mesmo que eu não ache isso, é uma questão de opinião. Só para deixar claro, não estou me achando bonita, só aceitei que podem me achar bonita, e cansei de discutir isso com todo mundo. Cansei de me importar com a maioria das coisas.

domingo, 14 de novembro de 2010

Surpresas

Ah, finalmente arranjei tempo para o blog, pena que agora já passou a necessidade de desabafar. Então, essa foi a semana mais diferente da minha repetitiva adolescência. Contarei um "resumo" do porquê.
No fim de semana passado, teve aqui onde moro o show de uma banda muito boa, bem conhecida até. Como nunca tem shows bons por aqui, fui até na tal sessão de autógrafos, claro que não gritei loucamente, nem fiz coisas histéricas. Eu e três amigas conversamos numa boa com os caras, tiramos fotos e pegamos autógrafos.
O show, na verdade, foi em um bar, então a banda andava por ali conversando com o pessoal. Eu estava com a minha "amiga de sempre", que é até mais quieta do que eu, nós somos as excluídas sempre. Uma colega de aula que é muito falante e atirada ficou junto com a gente e começou a falar com todos os caras da banda, e nos arrastou junto. Não que eu e a minha amiga tivéssemos falado muita coisa, já que a colega não calava a boca nunca. Eu achava um cara da banda lindo, minha amiga achava outro, e minha colega outro.
Começou o show, eu e a minha amiga ficamos bem na frente, cantamos todas as músicas, e coisa e tal. Depois nós nos separamos da colega atirada, porque toda vez que algum cara da banda chegava perto de nós, ela falava tanto que corria ele.
Aconteceram várias coisas, mas estou com preguiça de contar tudo, então vou pular para o final. Eu, minha amiga e a colega começamos a conversar com o cara mais "simpático" da banda - o que a minha amiga achava lindo -, graças a nossa colega surgiu o assunto de "pegar alguém", então ele começou "Quem vocês querem pegar?". A colega disse que queria o vocalista, na cara de pau. Eu e minha amiga ficamos quietas, mas ela falou que a minha amiga queria ele, e ele adivinhou quem eu queria. No final, a colega atirada levou um fora, eu e a minha amiga ficamos com os caras mais bonitos da banda.
A moral é que nós não nos atiramos nem nada, e o engraçado foi que nós somos consideradas as esquisitas, excluídas, antissociais... Tinham várias gurias se jogando para cima deles, mas eles ficaram com a gente.
É ridículo falar isso, mas eu me senti bonita e foda. Agora muitas gurias nos odeiam e morrem de inveja, isso não acontecia comigo desde o fundamental.
Muita gente zuava comigo por nunca ficar com ninguém, sei que diziam que ninguém me queria e coisas do tipo. Agora todo mundo calou a boca. Enfim, fiquei muito bem por alguns dias, agora já estou normal. Isso só me fez pensar em todas as pessoas que já disseram que sou bonita, magra, inteligente, legal... E nunca acreditei em nenhuma delas, o fato é que não estou me odiando tanto.
Não pensem que estou uma deslumbrada, apaixonada pelo cara ou qualquer coisa do tipo, não tem nada a ver. Só precisava de alguma coisa para melhorar a minha visão de mim mesma, e ficar com o cara mais bonito de uma banda famosa, sem me atirar, funcionou muito bem.